Pegando a onda quase esgotada de encurtadores de URL (existem mais de 200 sites que fazem isso) o FurAffinity anunciou o PSS.MS (Opossums) que ainda está com uma página de “BREVE!”.
Inúteis no período pré-twitter, alguns encurtadores como o TinyURL sempre existiam, com o único objetivo de gerar uma URL pequena para ficar fácil de lembrar, e redireciona-lo para a URL completa.
Com o advento do Twitter, as URLs curtas tornaram-se uma necessidade para caber naqueles 140 caracteres. Daí veio a bolha de encurtadores, de todos os tipos, formatos, cores e públicos. Alguns famosos no Brasil como o Migre.me, criado durante (sim, durante) um evento da Campus Party, ficou popular por oferecer ranking de acessos e retweets. O mais popular ainda é o Bit.ly, e até o Fauna teve o próprio encurtador, chamado Snick.me (hoje em coma por ter sido atacado por Spammers, pobre rapaz).
Um dos grandes problemas dos encurtadores é não saber para onde ele está nos levando. Com encurtadores focados em públicos específicos, saberemos que qualquer URL com os dizeres “pss.ms” nos levarão a conteúdo Furry. No tweet do FurAffinity ele prometeu listas brancas (uma espécie de filtro anti-yiff para tornar seguro abrir no trabalho).
Vamos ver como o FurAffinity vai conduzir essa brincadeira, uma vez que o Snick.me, mesmo pequeno, deu um baita trabalhão com os spammers.
Para constar, Opossum é um mamífero marsupial da fauna australiana. Podemos chama-lo informalmente de “gambá”.
Pouca gente sabe que existia um FARank, um projeto pessoal criado por um cara chamado Taren Nauxen que usa alguns complexos algoritmos para calcular sua popularidade no FurAffinity.
Nauxen então decidiu mover seu serviço para um domínio próprio, pois até então estava em uma subpasta de seu site pessoal, criando então o PopFur PopuFur (www.popufur.com).
Usando um applet JAVA (eca!), ele processa as informações e exibe para você. Em troca, ele pega emprestado alguns ciclos de sua CPU para processar informações complexas e montar gráficos, como se fosse uma espécie de Grid (muito usada em pesquisas médicas e no Second Life).
Nota: A versão on-line é apenas uma lista, nada de JAVA.
O bacharel em ciências da computação disse ter usado uma fórmula baseada no Google Page Rank (não a mesma, pois até onde sabemos, o Google PR é ultra secreto).
Agora finalmente podemos acessar um site dedicado em adicionar mais uma variável de frustração em nossas vidas, e saber como você está pior posicionado que artistas pornos (convenhamos, você sempre estará), já que quem mais faz sucesso no FA são artistas que desenham pornografia.
Se você é escritor, designer gráfico (como eu), empreendedor de projetos furry, ou um artista que não desenha cub erótico, ainda temos o Google com seu algoritimo mais democrático, ainda.
By the way, meu rank é o 26.347º no dia dessa notícia, maledito!
Less then a hour ago, the public twitter profile of FurAffinity announced an alternative version for its website with clean artwork. Safe For Work, the URL http://sfw.furaffinity.net/ will attempt to keep they audience browsing even during the work.
It’s a good choice for who don’t want to see Yiff all the time, mainly during the work. But considering that the community have to rate their content between General and Adult artwork, it’s not a hundred percent guarantee that we are going to see only clean images.
So even during the SFW browsing, be careful :)
Há 10 anos atrás o Brasil começou a engatinhar oficialmente com o termo “Furry”. Desde então, muitas coisas aconteceram (boas e ruins), coisas que acontecem normalmente com qualquer sub-cultura que nasce, ainda mais uma sub-cultura que ainda não encontrou nem sua própria definição (a qual todos usam a mesma resposta para defini-la).
Já o fandom Norte Americano está com sua idade “biológica” de 25 anos, contra a puberdade brasileira dos 15 (sim, estamos novinhos), mas a evolução de toda a estrutura do fandom os colocam num status diferente do brasileiro (não que seja melhor ou pior).
A influência anglo-saxônica somada a idade média dos membros do fandom resultam no que hoje vemos por aí (Quem hoje não tem uma conta no FurAffinity?).
Quanto você ganha? Você trabalha com o quê?
O Fandom norte americano tem sua maior parcela concentrada de pessoas com 28 a 30 anos, empregadas (algumas tirando sustento do próprio fandom, lê-se escritores, artistas, criadores de fursuits, “heads” de eventos).
Com essa idependência financeira, mesmo não sendo grande, os furries norte americanos tem uma economia aquecida, movida pelo comércio de artigos relacionados a furry: Livros, Ingressos para eventos, imagens comissionadas, fursuits, viagens, etc). Tal como acontece no universo Otaku, existem muitas pessoas que trabalham que queimam seu salário com “aquele poster super irado de Cowboy Bebob” ou com ingressos caríssimos do AnimeFrieds.
Para terem uma idéia, existem editoras que só publicam impressos relacionados a furry, a mais famosa é a SofaWolf, fora lojas que revendem e publicam impressos também como a Rabbit Valley. Lá, livros e publicações famosas como Heat, Dog’s Days of Summer e Waterways possuem até ISBN!
O famoso site FurAffinity hoje sustenta uma infra estrutura de dar inveja a muitos portais famosos brasileiros. Não que eles estejam nadando em dinheiro, mas é necessária uma visão de empresa para manter um portal que recebe um upload de imagem a cada 8 segundos sendo requisitadas mais de 1 milhão de vezes por dia (assustador, fonte WikiFur). Mas não deixando de lado o VCL, um diretório bem old school de artistas.
Assim como no Brasil, o fandom norte americano espalhou-se por meio da internet, fóruns e grupos de discussão foram os principais meios. Hoje são 122 fórums (contando com o FurryBrasil) de acordo com a WikiFur, a maioria desempenha seu papel: Forums locais ou nacionais que reúnem o pessoal.
O que é Orkut aqui, é Facebook lá. Sem contar que existe (existia) o FurNation, uma das maiores redes sociais furry do mundo fundada pelo Nexxus, que infelizmente morreu por problemas financeiros. Hoje ele é uma sub-rede da Ning, nada muito interessante. No exterior o maior portal (Greatest Journal) de notícias saiu do ar, hoje quem segue a linha aqui no Brasil é o próprio FaunaUrbana.
Se as pessoas no Brasil sofrem com o fenômeno panela, no exterior isso é muito mais acentuado e mais “na cara larga”. É muito comum ver em Eventos e até Furcontros pessoas se agrupando em panelas, formando rodinhas e conversando entre eles. E não há “soltos”, todos tem panelas, ou seja, você precisa se virar nos 30 para entrar em uma panela, e claro, ser aceito por ela. Pertencer a múltiplas panelas é permitido, desde que elas não sejam “inimigas”. Mas importante: Isso na cultura anglo-saxônica pode ser até aceitável, na cultura brasileira isso é chamado de “anti-social”. Se você pertence a um grupo pequeno afastado do grande, pense novamente ;)
Fursuiters e “Os Outros” são vistos no Brasil como grupos distintos, separados por um imenso abismo. Em fandons mais maduros, todos se ajudam, se respeitam, e são pró-ativos EM AMBOS os lados para resolver problemas. Quando um lado se desentende, geralmente há um que tenta unir novamente. Afinal, todos estão pela mesma causa, a união faz a força.
Se você estiver separado num grupo, seja pró-ativo e tente começar um diálogo :), SEMPRE há alguém do outro lado também disposto a resolver o problema.
Eventos são super badalados. E são uma fonte de dinheiro certa para os mais focados em compra/venda. O exemplo disso é o famoso Anthrocon que acontece desde 1997 na Pensilvânia, EUA, e já teve quase 2.500 participantes. Muitos eventos tem fins lucrativos (como a AnimeFriends, que todo mundo reclama, mas paga e vai) e a exemplo da Anthrocon que teve tanto lucro que permitiu-lhes fazer uma doação de 86.000 dólares para entidades de defesa dos animais.
Nem todos os eventos tem fins lucrativos, a exemplo do Camp Feral!, um tradicional evento canadense que ocorre em um camping, mas conta com a presença de brasileiros, americanos e até pessoas da Europa. No Brasil, o único evento registrado e reconhecido pela comunidade furry no exterior é o Abando, também sem fins lucrativos.
Algo importante de se notar, é que todos os eventos são pagos para se auto-sustentar. Toda reunião entre furries onde não há entrada (ou pague o que consumir), mesmo se há um cronograma, é chamado de Furcontro por todos os furries do exterior. Muitos furcontros acontecem anualmente, mensalmente e até mesmo semanalmente!, e contam com uma variedade enorme de temas, como Café da Manhã, Passeio com Fursuit, Trilhas, Aniversariantes do Mês e até Boliche.
Muitos eventos contam com voluntários, em troca, eles ganham popularidade. Mas ainda sim pagam entrada. Se pegarmos o Abando como exemplo, os Staffs pagam sua própria entrada também além de se dedicar em trabalhar no evento em si. Muitos eventos no exterior seguem esses moldes.
Toda sociedade ou grupo de pessoas tem seus problemas, e principalmente tem os “garoto problema”s de sempre. No Brasil temos nossos problemas e desavensas assim como qualquer grupo. Mas nada coparado ao Sibe, com sua ficha policial completa na WikiFur o rapaz causou uma orda de problemas no FurNation, FurAffinity, processos pela Rabbit Valley, expulsões do Anthrocon e outros eventos do EUA e Austrália (e sites como FA, LiveJournal, etc), trollagem, ataques hacker além de vários casos policiais entre outros furries. Seu último feito foi processar o GreenReaper, atual mantenedor da WikiFur por manter esses dados divulgados.
Acreditamos que ele vai processar o FaunaUrbana por repassar esses dados :)
Se você sobreviveu a leitura até aqui, saiba que isso ainda foi bem superficial em relação ao fandom Norte Americano (incluindo Canadá). Existem muitas diferenças também deles para com o resto do mundo. Por exemplo o Hreter, tem experiência com o Fandom Europeu e me ajudará na composição da matéria que dará sequência a essa, e o Hwei Chow, que teve contato com o Fandom Argentino, um pessoal legal que devemos um dia conhecer também!
E você? Tem contato com algum fandom? Falamos alguma besteira?
A pergunta principal é: O que você acha que o Brasil poderia ter, que o fandom Norte Americano já tem? Comentem! :)

Há observações e complementos dessa licença que devem ser lidos em: Compartilhamento.